terça-feira, 15 de janeiro de 2013

http://youtu.be/gH476CxJxfg It was indeed a really really bad day :(... Como a minha irmã me disse há um mandamento que deves de seguir "when when im sad i stop being sad and start being awesome instead"... Not so easy to follow...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Lágrimas Ocultas...

"Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!"

                             Florbela Espanca
...Simplesmente Lindo

domingo, 6 de janeiro de 2013


Por vezes os devaneios aparecem-nos sorrateiramente fazendo com que todo o nosso humor se altere, ficamos pensativos damos voltas e voltas à cabeça sempre a pensar no mesmo tentando obter respostas para o que nos preocupa e o que nos causa tanta ânsia.
São devaneios que não consigo explicar, porque tudo isto é estranho é algo quase sobrenatural que transcende o meu corpo e a minha mente. É algo que me controla, é algo que às vezes me deixa enjoada mas que no instante a seguir passa, é algo que me acalma ao mesmo tempo que me deixa nervosa. Alguma vez sentiram isto? Completamente ridículas, porque afinal o que lemos e vimos nos filmes existe as borboletas na barriga, o deixar de comer quando estamos muito tempo sem noticias ou as ânsias pelo chocolate quando algo não está bem? Por vezes faz-nos dizer coisas completamente ridículas mas que naquele momento fazem todo o sentido, por mais lamechas que sejam. Já alguma vez se sentiram tão frágeis e ao mesmo tempo tão fortes? É algo que num minuto nos faz tão feliz mas no minuto a seguir nos faz chorar, é ridículo como por vezes sinto tanta raiva e ao mesmo tempo tanto amor. Sim isto é o algo o amor que sentimos, a paixão que fervilha entre nós, que nos atrai compulsivamente um para o outro, algo tão mágico, que tu apenas podes sentir uma vez na tua vida, porque é demasiado poderoso é demasiado incontrolável, porque cada célula do teu corpo vibra quando essa pessoa está ao teu lado, porque esse amor faz-te querer passar horas a conversar, porque o último beijo de despedida nunca é suficiente e desejasse sempre mais, porque nunca estamos saciados do corpo do outro, porque ficamos ansiosas à espera de uma mensagem por mais trivial que esta seja. Será isto o estar apaixonado? Se sim é uma sensação única pela qual vale a pena lutar. E eu questiono-me será que toda a gente tem a felicidade de a sentir? Será que é possível sentir isto mais do que uma vez na vida? Eu julgo que não… Este sentimento só acontece uma vez, como podemos sentir isto por várias pessoas? Não me faz sentido, é demasiado, acredito que existe apenas uma pessoa que nos faça vibrar desta maneira, que mexa com o nosso corpo desta forma, que nos beije até ficarmos sem ar e ainda assim queremos sempre mais. Todos estes sentimentos transbordam do nosso corpo e julgo que uma vez sentido, uma vez amado com tanta intensidade já não se pode voltar a amar assim porque é um amor que doí é um amor que cura é um amor que faz sorrir e chorar ao mesmo tempo… Amores assim não há muitos…
 
[Divagando] 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"(...) - Não tens tudo?
- Tenho tudo o que uma mulher pode desejar.
- O que é que está mal na tua vida?
- Justamente isso. Tenho tudo, mas estou infeliz. Nao sou a única, no decorrer de todos estes anos convivi ou entrevistei todo o tipo de pessoas: ricas, pobres, poderosas, acomodadas. Em todos os olhos que se cruzaram com os meus li uma amargura infinita. Uma tristeza que nem sempre era aceite, mas que estava ali, independentemente do que me diziam. Estás a ouvir?
- Estou a ouvir. Estou a pensar. Na tua opiniao, ninguém é feliz?
- Algumas pessoas parecem felizes: simplesmente não pensam nisso. Outras fazem planos: vou ter um marido, uma casa, dois filhos, uma casa de campo. Enquanto estão ocupadas com isso, são como touros em busca do toureiro: reagem institivamente, seguem em frente sem saberem onde está o alvo. Conseguem o seu carro, às vezes até conseguem seu Ferrari, acham que o sentido da vida está ali, e nunca fazem a pergunta. Mas, apesar de tudo, os olhos mostram uma tristeza que nem elas mesmas saben que carregam na alma. És feliz?
- Não sei.
- Não sei, são todos infelizes. Sei que estão sempre ocupados: fazem horas extras no trabalho, cuidam dos filhos, do marido, da carreira, do diploma, do que fazer amanhã, do que falta comprar, do que é precioso ter para não se sentir inferior, etc. Enfim, poucas pessoas me disseram: "Sou infeliz". A maioria diz-me: "Estou óptimo, consegui tudo o que desejava". Então pergunto: "O que o faz feliz?" Resposta: "Tenho tudo o que uma pessoa pode sonhar - família, casa, trabalho, saúde." Pergunto outra vez: "Já parou para pensar se é isso tudo na vida?" Resposta: "Sim, isso é tudo." Insisto: " Então o sentido da vida é o trabalho, a família, os filhos que vão crescer e deixá-lo, a mulher ou marido que se transformará mais num amigo do que num verdadeiro apaixonado. E o trabalho vai acabar um dia. "O que fará quando isso acontecer?"Resposta: não há resposta. Mudam de assunto. Na verdade, respondem: "Quando os meus filhos crescerem, quando o meu marido - ou a minha mulher- for mais meu amigo do que um amante apaixonado, quando eu me reformar, terei tempo livre para fazer o que sempre sonhei: viajar." Pergunta: "Mas não disse que era feliz agora? Não está a fazer o que sempre sonhou?" Aí, sim, dizem que estão muito ocupados e mudam de assunto. Se eu insisto, acabam sempre por descobrir que estava a faltar alguma coisa. O dono de uma empresa ainda não fechou o negócio que sonhava, a dona de casa gostaria de ter mais independencia ou mais dinheiro, o rapaz apaixonado tem medo de perder a sua namorada, o recém-licenciado pergunta-se se escolheu a sua carreira ou se a escolheram por ele (...). E mesmo quando encontro alguém que está fazer aquilo que escoleu, essa pessoa tem a alma atormentada. Não encontrou a paz. Por sinal, gostaria de insistir: estás feliz?
- Não. Tenho a mulher que amo, a carreira que sempre sonhei. A liberdade que todos os meus amigos invejam. As viagens, as honras, os cumprimentos. Mas existe algo...
- o quê?
- Acho que se parar a vida perde sentido.
- Não consegues descontrair-te, olhar Paris, segurar na minha mão e dizer "consegui o que queria, agora vamos aproveitar o que nos resta?"
- Posso olhar Paris, posso segurara na tua mão, mas não posso dizer essas palavras.
(...)
- Mas falta coragem para seguir os sonhos e os sinais. Será que é daí que vem essa tristeza?
- Não sei e não estou a afirmar que vivo infeliz o tempo todo. Divirto-me, amo-te, adoro o meu trabalho. Mas de vez em quando, sinto esta tristeza profunda`, às vezes misturada com culpa ou com medo; a sensação passa, voltando sempre mais tarde e passando de novo. Como Hans, faço a pergunta, mas como não posso responder-lhe, simplesmento esqueço-a. (...)"

Paulo Coelho em "O Zahir"

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco, cenário
para viver o meu sonho
entre luzes brandas
e músicas invisíveis."     Fernando Pessoa
 
Porque será que nos esquecemos tantas vezes de sonhar, de continuar a sonhar, de sonhar novos sonhos, de tentar concretizar os nossos sonhos?
Porque será que nos deixamos engolir pela rotina diária da nossa vida? Essa rotina que se instala quando deixamos de ter objectivos no nosso dia-a-dia, quando nos levantamos apenas para mais um dia sem qualquer tipo de emoção?
Porque será que desistimos de nós?
 
 
[Divagando]

terça-feira, 9 de outubro de 2012

“…Porque muitas vezes fica por dizer o que se sente, porque consideramos que vamos ter sempre mais tempo, para dizer o que realmente importa, porque muitas vezes a voz falha e não conseguimos expor por palavras ditas, o que sentimos. Porque esse nó que se forma é tão grande que nos tira a voz.
Porque devemos de dizer sempre que sentimos saudade, que temos saudade, de todos os momentos, de todos os olhares, de todos os sorrisos, de todos os beijos roubados, de todos os abraços, tão fortes que parece que tudo à volta se desvanece, que ficam só os dois e que nada mais importa, de todas as caricias trocadas que nos fazem levitar e não querer sair dos braços um do outro, do toque suave da mão dele no inicio, que depois toma uma força que a faz render, dos beijos longos trocados que fazem parar o mundo, das palavras trocadas, nunca uma dita em vão, da voz dele, não existe melodia mais bonita que o som da voz de quem nos diz que nos ama e que nós amamos, da inocência do olhar, esse olhar que fica gravado na nossa mente e que vamos buscar às nossas memorias quando a saudade aperta, a inocência desse olhar, a cumplicidade desse olhar, apenas ele e ela sabem o que quer dizer, apenas ele e ela o sentem. Porque fica sempre tanta coisa por dizer?! E se depois for tarde de mais? Não deveríamos de deixar palavras por dizer, devíamos de dizer que conhecemos cada contorno da sua face, devíamos de dizer que é ele quem vemos quando acordamos e quando fechamos os olhos no refugio da nossa almofada, que sentimos o perfume dele mesmo quando ele não está, que em momentos ele nos faz sentir ódio mas segundos depois já nada importa porque ele nos fez sorrir, devíamos de dizer que quando estamos sem ele parece que ficamos sem ar, que as lágrimas caem pela nossa face, mesmo quando as tentamos esconder, que ficamos sem vontade de comer, de beber até ouvirmos a voz dele, que é o sorriso dele que abre o nosso, que é a voz dele que faz o nosso dia correr bem.

Mas porque é que teimamos em não dizer? Vergonha, medo? Afinal nunca sabemos como ele vai interpretar as nossas palavras. E assim ficam sempre guardadas para nós, como um pequeno tesouro, que não deixamos mais ninguém conhecer…E quantas outras palavras ficarão ainda por dizer…”

 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



Porque hoje me apetece fugir, porque hoje as lágrimas escorrem pela minha cara sem eu as conseguir deter, porque hoje estou irritada, porque hoje sinto que nada do que faça está bem feito, porque hoje não consigo dirigir a palavra a ninguém, porque hoje me apetece desaparecer para bem longe e não mais voltar e mudar toda a minha vida. Porque hoje me sinto sozinha e desemparada....