segunda-feira, 23 de junho de 2008

you are my sweet temptation =)




like the way we are - i love what we've become
when I'm in your arms - i know I've found the one
i love your kiss me mouth - and your static touch
its just the way you are - that makes me feel so much

no one could ever know - what we're like alone
rollin' round like rain - we're a midnight storm
like a river rising - i feel it thru your skin
when we're together - i never want it to end

i thought I'd seen everything - till i saw you
i thought I'd been everywhere - till I'd been with you
i thought that everyone knew what i knew
i thought I'd seen everything - till i saw you

i like the way we are - like a raging fire
burning up the night, burning with desire
you're such a sweet temptation - you know i can't resist
electricity, hey every time we kiss

terça-feira, 17 de junho de 2008

"Leitora, agora és lida. O teu corpo é submetido a uma leitura sistemática, através de canais de informação tácteis, visuais, olfactivos, e não sem intervenção das papilas gustativas. Até o ouvido desempenha o seu papel, atento como está os teus arfares e às tuas vibrações. Não é só corpo que em ti é objecto de leitura: o corpo conta enquanto parte de um conjunto de elementos complicados, nem todos visiveis e imediatos: o enevoar dos teus olhos, o riso, as palavras que dizes, a maneira de prenderes e soltares os cabelos, o modo de tomares a iniciativa e de te retraíres, e todos os sinais que estão na margem entre ti e os usos e os costumes e a memória e a pré-história e a moda, todos os códigos, todos os pobres alfabetos através dos quais um ser humano julga em certos momentos estar a ler outro ser humano.
E entretanto tu também és objecto de leitura, ó Leitor: a Leitora passa agora em resenha o teu corpo como se corresse o índice dos capítulos, ora o consulta como que tomada de curiosidades rápidas e precisas, ora se detém a interrogá-lo e deixando que lhe chegue uma resposta muda, como se cada busca parcial só lhe interessasse com vista a um reconhecimento especial mais vasto. Ora se fixa em aspectos insignificantes, talvez pequenos defeitos estilísticos, por exemplo a maça de Adão proeminente ou o teu modo de enfiar a cabeça no côncavo do seu pescoço, e serve-se disso para estabelecer uma margem de distanciamento, reserva crítica ou familiaridade brincalhona; ora pelo contrário o pormenor descoberto por acaso é valorizado desmedidamente, por exemplo a forma do teu queixo ou uma tua especial mordidela no seu ombro, e a partir deste ponto de partida ela ganha impulso, percorre (percorreis em conjunto) páginas e páginas de alto a baixo sem saltar uma vírgula. Entretanto, na satisfação que sentes pela maneira com ela te lê, pelas situações textuais da tua objectividade física, insinua-se uma dúvida: que ela não te leia a ti uno e íntegro como és, mas te use, que use fragmentos de ti retirados do contexto.
(...)
A leitura que os amantes fazem dos seus corpos difere da leitura das páginas escritas por não ser linear. Começa num ponto qualquer, salta, repete-se, volta atrás, insiste, ramifica-se em mensagens simultaneas e divergentes, torna a convergir.(...) Nela pode-se reconhecer uma direcção, o percurso para um fim, dado que tende para um clímax.(...)Amanhã Leitor e Leitora, se estiverem juntos, se se deitarem na mesma cama como um casal assente, cada um acenderá o candeeiro na sua mesa de cabeceira e mergulhará no seu livro; duas leituras paralelas acompanharão a vinda do sono; primeiro tu e depois tu apagarão a luz; retornados de universos separados, encontrar-se-ão fugazmente no escuro onde todas as distâncias se apagam, antes que sonhos divergentes os arrastem também tu para um lado e tu para outro. (...)"
Italo Calvino

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dias iguais, diferentes

Há dias assim, em que nada te anima, nada te faz por um sorriso na cara, nem a mais pequena lembrança de algo... Há dias assim em que tentas esconder-te por tras dessa linda fachada, sao nesses dias em que tu és mais educada, é nesses dias em que ganhas uma eloquência, que nao faz parte de ti... Há dias assim em que cada minuto parece uma eternidade, nao uma eternidade cheia de felecidade mas uma eternidade cheia de tormentos cheia de horrores...Há dias em que queres bater em alguém, em algo de tanta raiva que tens dentro de ti... Há dias que apenas queres ficar no teu abrigo e dormir durante toda essa eternidade...Há dias em que te queres esconder do mundo para te voltares a conhecer...Há dias que não queres chorar, queres ser forte mas aí tudo desmorona, porque as lágrimas acabam por vencer e choras...Há dias assim em que tu simplesmente choras e encarnas o teu verdadeiro tu, cheio de medos e de inseguranças... Há dias que queres sentir-te uma rainha...Há dias em que te sentes uma sem-abrigo, por quem todos passam, a quem todos olham mas de alguma forma nunca veêm... Há dias que nao queres falar sobre nada... Há dias que queres falar sobre tudo, contar tudo de emocionante que viveste, mas reparas ninguem perguntou, ninguem se interessou, por isso voltas aqueles dias em que de nada te apetece falar, porque cada palavra que proferires vai ser azeda, amarga para quem a ouvir e entao calas-te ou entao chora, numa tentativa desesperada e vergonhosa de chamares a atençao, porque na realidade nem tu sabes responder ao porque dessas lágrimas te cairem no teu rosto...Ou será que sabes, mas ainda assim mentes a ti e aos outros ao dizer que nao sabes, que está tudo bem... Mas afinal há dias assim em que tudo é igual, mas tudo é diferente...Há dias assim em que choras quer te digam que estás bonita quer te digam que és hedionda...Há dias assim que uma simples pancadinha nas costas nao é o suficiente... Há dias assim em que anseias por mais, ou quem sabe pelo antigamente... Há dias assim em que preferes receber uma flor apanhada do chão, do que um ramo de 21 rosas...Há dias assim em que não te contentas com menos do que um presente caro, que para ti mereces... Há dias assim em que queres sair, rir conhecer...Há dias assim em que preferes ficar no conforto do teu leito a ver um bom filme...
Mas hoje neste dia, choras, amanha será um outro dia, talvez queiras sair dançar, conhecer novas pessoas, ou até mesmo beber para esqucer...mas nao importa porque hoje é assim, amanha logo se verá, de que te serve limpar as lágrimas se elas vao continuar a cair, hoje chora...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Lenny Kravitz - I Belong to You



You are the flame in my heart
You light my way in the dark
You are the ultimate star

You pick me up from above
Your unconditional love
Takes me to paradise

I belong to you
And you
You belong to me too

You make my life complete
You make me feel so sweet

You make me feel so divine
Your soul and mine are entwined
Before you I was blind

But since I've opened my eyes
And with you there's no disguise
So I could open up my mind

I always loved you from the start
But I could not figure out
That I had to do it everyday

So I put away the fight
Now I'm gonna live my life
Giving you the most in every way

I belong to you
And you
You belong to me too

You make my life complete
You make me feel so sweet

Oh I belong to you
I belong to you
And you, you
You belong to me too

You make my life complete
You make me feel so sweet

Oh I belong to you
I belong to you
And you, you
You belong to me too

You make my life complete
You make my life complete
You make me feel so sweet

Oh I belong to you
I belong to you
And you, and you
You belong to me too

You make my life complete
You make my life complete
You make me feel so sweet

terça-feira, 20 de maio de 2008

A todos eles Obrigada e um até um dia...


A chegar ao fim de mais uma etapa... Novas experiências, novos conhecimentos adquiridos, novas emoções sentidas, novos sorrisos roubados, novas gargalhadas, novas lágrimas derramadas, novos abraços dados... E assim chega ao fim... Um misto de felicidade com um misto de tristeza, felicidade pelo prazer de conhecer a experiencia da vida, pela oportunidade de poder ouvir as histórias vindas daquelas bocas dum rosto enrugado, cheio de vida, cheio de experiencias, infelizmente nem sempre das melhores, pelo prazer de tocar nas mãos que por muito já passaram, o corpo cansado, muitos ali despojados, por descargo de consciencia das suas familias... Tristeza pelo abandono destas vidas, que tanto têm para ensinar, que tanto têm para dar, a procura do porquê é incessante e ali colocados ali ficam à espera que a morte os venha buscar... Muitos dizem, "eu só pedia que cuidassem de mim, que não me pusessem num lar", mas os próprios filhos os largam naqueles sitios frios, longe da ternura e do amor para ali morrerem sozinhos. Mas ainda assim sorriem, ainda assim traquinas, ainda assim malandrinhos, uns mais bem-humorados que outros, todos à espera de uma mão amiga, de um bom dia com um sorriso rasgado, de um pouco de atenção... Marotos esperam por nós, para darmos um último beijinho, um último abraço, uma última ternura, um último beijo dado na nossa mão, um último afagar de mãos, com uma lágrima no canto do olho se despedem de nós e dizem-nos para não nos esquecermos deles, e nós pergunta-mos como isso é possível? Inesquecíveis, todos eles ao seu jeito, todos eles com o seu olhar, todos eles com o seu sorriso, todos eles com o seu riso, todos eles com o seu chorar... Únicos, verdadeiros mestres da vida!

...Há coisas que não são para se perceberem..."

" Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas…Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível…
O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo…
Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria…
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e é mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso

quarta-feira, 14 de maio de 2008

you & me




what day is it
and in what month
this clock never seemed so alive
I can't keep up
and I can't back down
I've been losing so much time

cause it's you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to lose
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

all of the things that I want to say
just aren't coming out right
I'm tripping inwards
you got my head spinning
I don't know where to go from here

cause it's you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to prove
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

there's something about you now
I can't quite figure out
everything she does is beautiful
everything she does is right

you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to lose
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to prove
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

what day is it
and in what month
this clock never seemed so alive